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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Churrasquim e choppim

Foi dada a largada. Ok, sei que não fui das mais rápidas pra começar a escrever, mas é só uma questão de pegar no tranco. Com o verão aí, e essas noites deliciosas, nada melhor que um choppinho e...uma correria de espetinhos no Churrasquim. Muita gente pode não conhecer o lugar ainda, abriu há pouco, mas sugiro que vá conferir. Eu também nunca tinha ido nesse muitíssimo simpático bar/restaurante que fica ali pertinho do Shopping Beiramar, entre a Sanduicheria da Ilha (que também tá na brincadeira do Bar em Bar) e a Yaah Temakeria.

Mas vamos aos espetinhos e ao festival. Chegamos eu e o Geison por volta das 21h da terça-feira e o movimento era considerável. A decoração e todo o visual do lugar, desde cardápio, papel de parede etc., me chamaram a atenção logo de cara. É difícil ver por aqui coisas simples e de bom gosto, sem toda aquela afetação. A segunda coisa a chamar a atenção foi a simpatia da moça da recepção e do garçom, o Fernando, que nos guiou até uma das mesas que fica do lado de fora.

Como o tempo joga contra em um festival com 16 lugares a serem visitados em apenas 30 dias, resolvemos ser objetivos e pedir o prato do festival. Foi aí que o Fernando nos explicou a promoção “Amigos de Copo”, que faz parte do Bar em Bar. Funciona assim: paga-se R$ 15 por um copo de 300 ml personalizado do evento, e ganha-se o direito a dez fichas de chopp ou cerveja, dependendo do que o estabelecimento oferece. A boa notícia é que as fichas podem ser usadas em qualquer um dos 16 bares, a má é que só pode ser trocada uma ficha por incursão. A segunda má notícia é que agora eu tenho que ficar pra cima e pra baixo com um copo na bolsa. Vamos combinar que a Abrasel podia ter bolado um negócio mais prático, tipo um copo simbólico menor e que deixasse em cada estabelecimento um personalizado do festival, com o mesmo volume de bebida. Enfim...o copo agora é literalmente meu parceiro inseparável.

Depois de comprado o copo, fiz valer o meu chopp Brahma da noite, que fica ainda mais gostoso nesses dias de calor e, principalmente, quando está na temperatura certa, como de fato aconteceu. Optamos por pedir dois espetinhos: um de carne, alho e pimenta (R$ 4,60 – 120g cada) e um de batata com catupiry e bacon (R$ 3,90). Os espetinhos estavam deliciosos e os “periféricos” melhores ainda: vinagrete gostoso, sem todo aquele vinagre que a gente está acostumado a aturar, com um gostinho ótimo de azeite de oliva; chimichurri (um molhinho concentrado de ervas e temperos, com alecrim, orégano, pimenta etc. O chimichurri sempre varia muito de lugar pra lugar e o de lá estava ótimo); maionese (quem me conhece pode estranhar que eu fale bem de maionese, mas essa é uma exceção. Nunca como, não gosto, me dá arrepios de pensar.
Mas quando vi ela pousar na mesa achei igualzinha à da Sanduicheria da Ilha, que tinha comido uma vez e é de se deliciar. Segundo o garçom, temperada com mostarda e cheiro verde); e, finalmente, uma farofinha que era meia boca perto do resto. Como farofa eu como em casa, estava ótimo.

Os espetinhos: o de carne estava muito bom, com a pimenta bem pronunciada, mas sem aquele ardido que incomoda. Pimenta tem que ser saborosa e não incendiar a boca e essa cumpriu muito bem a função. Mas o grande troféu espetinho da noite vai, curiosamente, para o segundo, que vinha com aquelas batatinhas com casca (tem algum nome específico pra elas?), com o bacon enroladinho e o catupiry por cima. Sensacional, peçam esse por favor se vocês forem lá e depois me contem se é história de alguém viciada em bacon ou realmente é tudo isso.


Copo personalizado metade cheio e espetinhos de carne e de batata. Foto tirada pelo celular, os amadores esqueceram a câmera

A fome ainda não tinha sido saciada e eu queria pedir mais sabores pra contar pra vocês. Então mandamos ver em um outro de coração de frango (R$ 4,60), que estava bem sequinho e gostoso – pior coisa é coraçãozinho mal assado, esse estava no ponto. A quarta pedida da noite foi o espetinho de chicho (carne, pimentão, cebola, tomate e linguiça). De todos foi o que eu menos gostei, porque a cebola estava muito ácida e roubava o sabor dos outros ingredientes. Mas foi completamente perdoável.
Encerramos a noite com mais dois choppes e a conta de R$ 23,67 para cada, torcendo para que os outros bares estejam à altura.

Não contem pra ninguém, mas posso adiantar que o Taikô, onde fui ontem, não ficou pra trás. Não percam os próximos capítulos e se virem alguma maluca por aí com um copo na mão, chamem pelo nome, puxem um banco e peçam pra descer um choppe com um prato Bar em Bar!

P.S: tô preparando um mapinha com todos os bares do evento, por enquanto vai o do Churrasquim aqui no post.

Preço: $$$
Atendimento: ☺☺☺☺
Ruído/Música: juro que eu não lembro
Momosidade (casal): ♥♥♥
Aceita cartão de crédito / débito


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domingo, 9 de agosto de 2009

O mistério da Cervejaria

Se alguém conseguir entender o porquê das absurdas filas na Cervejaria Original, aberta há pouco em Floripa, por favor, me explique. Era preciso muita coragem (ou quatro amigas insistentes) pra encarar os 11º que o termômetro da Beiramar marcava e rumar para o bar mais movimentado da cidade, em plena quarta-feira.

A primeira lição já tinha sido tomada na semana anterior, quando, sem reservar lugar antes, desistimos de encarar a fila e o mau-humor do tiozinho da entrada e partimos pro Botequim. Chegamos às 19h, eu e Isadora, já prevendo que ficaríamos no salão de dentro, e não aproveitaríamos o deck, que segundo o site oficial da cervejaria, é pra quem “gosta de estar em evidência”. A evidência não era exatamente o problema, mas as mesas de fora já estavam ocupadas ou reservadas, o que me leva a acreditar que, se houvesse uma próxima vez, talvez devêssemos chegar ao meio-dia para garantir lugar, ou fazer reserva com uma semana de antecedência.

Devidamente instaladas, por óbvio, pedimos uma Original, que demorou nada menos que quinze minutos (após uma reclamação), pra pousar na nossa mesa, dentro de um balde com gelo com outras duas garrafas e nenhum pedido de desculpas pelo atraso. Ok, quando se mora em uma cidade em que se surpreende em ser bem atendido, este tipo de comportamento não é novidade. Pelo menos tínhamos um bom estoque garantido pros próximos minutos com as duas cervejas extras e, teoricamente, meia hora poupada, levando em conta a demora pra conseguir cada cerveja. Até então o ambiente ainda estava transitável, conseguíamos até conversar sem precisar gritar.

A ladie’s night ficou completa com a chegada da Pri, da Sol e da Camila, que se esgueiraram pelas mesas já cheias e conseguiram chegar inteiras, caçando a cadeira da mesa vizinha, que aterrissou pelas mãos do colega ao lado, mais eficiente que o garçom. A fome bateu, e com ela a sensação de que estávamos sendo assaltadas: 15 reais por uma porção de fritas que “alimenta bem duas pessoas”. Fiquei procurando um molho espetacular que justificasse o preço, mas a batata com parmesão veio acompanhada de um molho à base de catchup e outro de pimenta bem gostosinho.

A banda, uma das poucas coisas boas da noite, começou a tocar, e eu entendi então a importância de um curso de leitura labial. O som tentava abafar o zumzum das mesas vizinhas, e o resultado era uma quantidade absurda de pessoas por metro quadrado gritando para serem ouvidas. Depois de algumas cervejas e com as cordas vocais já comprometidas pela gritaria, hora de visitar o banheiro e, por conseqüência, hora de traçar a rota pra chegar até lá sem dispor de uma catapulta pra ser arremessada do outro lado da sala.

Operação banheiro cumprida, batatas destruídas em tempo recorde, boas cervejas bebidas, paciência esgotada e 20 minutos depois do pedido, a conta. Saímos 97 reais mais pobres, com a certeza de que nenhuma das cinco voltaria lá e sem a resposta pra pergunta que não quer calar: por que as filas?


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P.S: Fico devendo a foto do lugar. Descuido de principiante.