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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O Café del Sur e o custo - benefício

Café Del Sur foi o lugar escolhido pelas meninas para mais uma noite de orgia gastronômica / alcoólica. Já tinha passado em frente algumas vezes, e até tomado um suquinho de kino no Kamu Kamu, que fica no mesmo prédio, no começo do Córrego Grande. Mas o suco de kino é outra história, a glutonice de hoje fica por conta do rodízio de massas que fomos encarar na noite fria e chuvosa de ontem.

O que pesou na decisão, pelo menos pra mim, foi o custo-benefício do Café del Sur. A promessa era a de comer massa até dizer chega, por 12 reais. Lá fomos as quatro, eu, Talita, Priscila e Solange, conhecer esse pequeninho e aconchegante café / restaurante / bar. A casa traz no cardápio algumas especialidades portenhas, entre bebidas e comidas, acompanhadas (com um volume que podia ser menos alto) por um baixista que manda muito bem num repertório em que predomina jazz, mas que me ganhou quando tocou “Incompatibilidade de Gênios”, do João Bosco e do Aldir Blanc.

Voltando à mesa, como quem venceu na noite foi o bolso, a opção foi mesmo o rodízio. Funciona assim: recebemos várias comandas, com quatro tipos de massa (espaguete, talharim, penne e rigatone) para combinar com uma – ou até duas, pra quem arriscar misturar – das opções de molho (sugo, bolonhesa, amatriciana, pesto genovês, fungi secchi, quatro queijos, gorgonzola com castanha e carbonara). Vou falar aqui das minhas opções, que foram as que eu provei e é o que a memória permite lembrar depois de uma garrafa de Salton Classic Merlot (R$ 22) e outra de Callia (fico devendo a uva), segundo a atenciosa atendente “infinitamente melhor”, e pela qual pagamos os mesmos R$ 22, já que o Salton tinha acabado e ela abateu a diferença.

Pedidos feitos, passaram-se uns dez minutos até a chegada do meu talharim à carbonara, a melhor das três opções que eu fiz na noite. O molho estava com o tempero correto, o sal na medida, e o conjunto só pecou no que pra mim foi geral nos três pratos provados, (um aspecto que eu já falei aqui em outros posts, de outros lugares): tempo demais na panela. Fora isso, achei o prato bem equilibrado, sem carregar no sal, geralmente um problema nas preparações que levam bacon.

Enquanto eu me deliciava com o macarrão, com o vinho e com o papo, já era hora de fazer o próximo pedido, pro cozinheiro não perder o pique. A opção foi pelo penne ao pesto genovês (manjericão, azeite, queijo, alho e castanha), que também estava muito bom. A Talita reclamou que no dela, que ela pediu misturado com quatro queijos, não veio a castanha, que pra mim é o que faz toda a diferença e dá um sabor e crocância especiais. Talvez não tenha vindo porque ela pediu os molhos combinados.

Já partindo pra gula e pra outra garrafa, decidimos ir para o terceiro round. Dessa vez foi o simpaticíssimo cozinheiro que veio anotar os pedidos pessoalmente. Talita e eu optamos por dividir um espaguete de gorgonzola com castanha, porque era impossível comer um inteiro. Aliás, a dica é pedir meias porções sempre, pra ter a oportunidade de provar mais sabores, já que os pratos são bem generosos. Chegado o macarrão derradeiro, não sei se foi minha barriga já cheia, meu paladar alterado por tantos sabores ou o vinho fazendo efeito, não consegui sentir o gosto do gorgonzola. Mas registro aqui que provavelmente a culpa foi minha, e não do prato, já que a Talita (louca por gorgonzola) aprovou.

Alguns minutos pra digerir o exagero, sempre regado a goles de vinho, resolvemos encerrar a conta e a noite: R$ 31,30 pra cada, contabilizados o rodízio, as duas garrafas de vinho e uma de água mineral. Garantiram a segunda visita pelo excelente atendimento, pela boa comida, pela ótima música, combinação que resulta em um dos melhores custos-benefícios que vi por Floripa.


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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O que o Ragazzo e a Sadia têm em comum

A propaganda é atraente: um ragazzone (Ragazzo + calzone, captou?) por R$ 0,46. Já tinha comido um à portuguesa e tinha achado bastante razoável. É o tipo de coisa que você morde e pela quantidade de sabores misturados pensa que só pode ser do Habib’s. E é. O Ragazzo, pra quem não conhece, é uma rede de fast food italiano que pertence ao Habib’s. O truque é o mesmo: substitua bibsfiha por ragazzone e coloque um preço muito baixo, depois compense no valor do resto.
O restaurante aqui de Floripa fica na Beiramar, na altura da Arno Hoeschl, bem perto do meu trabalho. Meio-dia a fome bate e é hora de dar um tempo no expediente. Sugeri à Bel que a gente fosse no Ragazzo, porque estava de saco cheio de ir nos mesmos restaurantes e achava que seria ridiculamente barato.
Não é nenhum assalto a mão armada, mas pra um almoço de todo dia e pelo que comemos, não achei nenhum pouco justo. A ideia era pedir algum tipo de massa, e de cara fomos atendidos por uma garçonete com o avental absurdamente sujo. Fizemos o pedido, que demorou uns 15 minutos pra chegar até a mesa. Eu optei por um canelone de presunto e queijo ao molho Alfredo (creme de leite, parmesão, manteiga e pimenta-do-reino), e a Bel um fusilli bicolor com molho à bolonhesa. O procedimento para servir é o seguinte: uma garçonete (era outra, não a do avental sujo) extremamente estabanada traz a massa em um recipiente de cerâmica com um aspecto terrível e joga a comida no prato do cliente. Não entendo por que, se ela já serve toda a porção (que é bastante generosa), o prato não vem pronto da cozinha, o que pouparia essa cena. Ou por que não é colocado numa travessa e o cliente que se sirva? Quanto mais complicado melhor...
Mas vamos ao que interessa, o rango. Penso que se te ocorre comparar a comida que você prova num restaurante com comida pré-pronta congelada, é melhor que o dono se disponha a largar o ramo e abrir uma lavação de carros ou uma floricultura. E foi exatamente essa a sensação: pegaram o canelone, cinco minutos no microondas, dali pra mesa. O prato da Bel, que eu belisquei, estava menos ruim, mas no melhor estilo profusão de temperos e sabores do Habib’s, ao contrário do meu que estava sem gosto nenhum. Conclusão: a diferença entre um congelado da Sadia e o meu canelone é que eu paguei R$ 10,45 por ele e fui mal atendida.


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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Di Taroni Trattoria: combinações irresistíveis

Mais uma noite fria e chuvosa em Florianópolis, perfeita pra uma irresistível combinação massas/vinho. Depois de muito pensar, optamos, eu e o Geison, por uma trattoria que fica aqui mesmo pelo continente, em Coqueiros, bairro onde poucos restaurantes decepcionam. Tinha ouvido alguns bons comentários sobre a Di Taroni e como a ideia era visitar um lugar novo, lá fomos nós rumo ao desconhecido.
O restaurante não tem estacionamento próprio, mas um senhor simpático indica um que fica ao lado, que naquela quinta-feira de pouco movimento tinha vaga. Logo na chegada fomos muito bem recebidos e optamos por uma mesa no espaço de fora, que fica protegido por um vidro, onde pudemos nos abrigar do vento "sule" - ou minuano - e ainda curtir a vista da Hercílio Luz e do Parque de Coqueiros. O ambiente interno é muito bonitinho também, com vários motivos italianos pendurados nas paredes.



Salão interno e entrada


O cardápio e a carta de vinhos vieram pelas mãos de um garçom educadíssimo, que se mudou de Goiânia pra Floripa e estava ali há apenas duas semanas. Como de vinhos eu sei mais tomar que escolher, deixei a tarefa pro Geison, que acertou na opção por meia garrafa de um Terranoble Cabernet Sauvignon 2007, com um custo-benefício muito honesto (liguei de novo lá porque não lembrava do preço, e me disseram que custava R$ 39,00. Pelo que eu me lembre foi menos, até porque a matemática não fecha. Enfim...). A escolha do prato ficou comigo, e eu não fiz feio pedindo um Tagliatelle Nona Vecchia (R$ 42,90). O prato, que serve muito bem duas pessoas, trouxe a segunda combinação irresistível da noite: tomate e manjericão. O molho, com os tomates ainda meio inteirinhos, do jeito que eu gosto, era acompanhado de filés cortados em tiras e azeitonas pretas, com sal e tempero no ponto certo. O que passou um pouco do ponto foi o tagliatelle que, para mim, podia ter ficado um pouquinho menos na panela e não ficou al dente. Pra fechar a terceira combinação irresistível, parmesão ralado por cima do molho!
Muitíssimo bem servidos e sem espaço pra sobremesa, pedimos a conta: 78 reais para os dois, incluídos o prato, o vinho excelente, uma água mineral e a satisfação - rara em Florianópolis - de ser bem atendida.


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